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quarta-feira, 2 de julho de 2008

Café Verde

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É só a bebida sem álcool mais consumida em todo o mundo e percebe-se porquê: estimulante, diurético e antioxidante, o café pode também estimular a termogénese e a oxidação da gordura.

O café é um arbusto lenhoso originário da Abissínia, região a norte da actual Etiópia, amplamente cultivado em vários países tropicais como o Brasil, a Colômbia e o Vietname, devido à sua importância económica. A planta, que atinge os 3,5 metros de altura, é composta por um caule erecto e delgado, folhas verde-escuras, perenes e oposto-lanceoladas, pequenas flores estreladas de cor branca, e frutos sob a forma de bagas vermelhas contendo cada um duas sementes, os grãos que depois de torrados e moídos, utilizamos para a preparação do café.

Tradicionalmente, as sementes de café sempre foram mastigadas, devido às suas propriedades estimulantes, pelos povos do Médio Oriente. Esta utilização encontra-se até referenciada em obras religiosas como o Corão e a Bíblia. A bebida do café surgiu, segundo a lenda, quando alguns monges, associando os sintomas de insónia à ingestão de sementes do cafeeiro, resolveram preparar uma infusão com os grãos macerados, obtendo assim uma bebida deliciosamente aromática e capaz de afastar o sono e estimular a mente.

No século XV, o arbusto do café foi introduzido na Arábia, onde enormes plantações abasteceram durante muito tempo todo o mercado mundial. Posteriormente, os alemães monopolizaram o comércio do café, introduzindo e cultivando as plantas nas suas colónias de Batavia, Ceilão e Java. Nos anos seguintes, o café tornou-se conhecido na Europa, e países como Inglaterra e França passaram a cultivá-lo nas suas colónias.
Actualmente, mais de metade do café que consumimos provém da propagação de uma única planta, cujas sementes foram introduzidas na América do Sul pela mão dos navegadores ibéricos.

O café é, hoje em dia, a bebida sem álcool mais consumida e apreciada no mundo. Por exemplo, na Turquia, país onde as mulheres não gozam dos mesmos direitos que os homens, o seu consumo é de tal forma importante que chegou a ser motivo legal de divórcio: as mulheres podiam pedir o divórcio caso o marido não fosse capaz de prover o fornecimento de café.

Combate o sono e o excesso de gordura

A semente de Coffea arabica é a parte mais utilizada da planta. O grão de café não torrado, ou café verde, possui, entre outros constituintes, 0,06-0,32 por cento de cafeína (estimulante forte), teobromina e teofilina (relaxante da musculatura lisa), taninos e flavonóides (antioxidantes), e 5 a 10 por cento de ácido clorogénico. Sendo a cafeína o único composto que permanece estável durante o processo de torrefacção.

De relevante importância terapêutica são a cafeína e o ácido clorogénico. A primeira substância actua, inibindo os efeitos da adenosina, neurotransmissor responsável pela indução do sono, e estimulando a atenção. A cafeína é ainda eficaz a estimular um processo chamado termogénese (gasto energético de calorias durante e logo após o processo de alimentação, e que pode corresponder a 15 por cento dos gastos calóricos diários) bem como a promover a oxidação de gorduras corporais, facilitando a sua eliminação.

O ácido clorogénico, por sua vez, em maior percentagem no café verde que no grão torrado, influencia o estado de humor das pessoas, impedindo sentimentos apáticos e de depressão, e contribuindo, consequentemente, para evitar a utilização de álcool e de algumas drogas. Tem ainda a capacidade de reduzir a absorção dos hidratos de carbono consumidos pelo organismo, minimizando a sua acumulação nos tecidos sob a forma de gordura, e actuando positivamente sobre os níveis da glicose no sangue.

Estas duas substâncias são assim frequentemente utilizadas como ingredientes em muitas fórmulas que visam a produção de energia e o emagrecimento corporal.

Dosagens e contra-indicações

Apesar de não ser considerado uma planta medicinal, o cafeeiro é eficiente, enquanto estimulador do sistema nervoso central, melhorando temporariamente a performance física e o trabalho mental, nomeadamente no que respeita às capacidades de atenção, concentração e memorização. Coffea arabica estimula os batimentos cardíacos, a produção de sucos digestivos, sendo também um bom diurético e antioxidante. Por vezes, é utilizado para combater dores de cabeça e enxaquecas. A cafeína é mesmo um dos ingredientes-chave nestas fórmulas analgésicas.

Segundo os herbalistas, o café funciona, a curto prazo, como um bom estimulante, contudo, o seu uso prolongado poderá estar associado ao enfraquecer da vitalidade. Na verdade, pessoas mais sensíveis à cafeína experimentam sintomas de tensão, ansiedade e temores logo após a ingestão da substância, e doses exageradas provocam habituação, prejudicam o estômago, causam insónia e tensão arterial elevada, podendo ainda aumentar a eliminação de cálcio na urina. É, portanto, contra-indicado a pessoas que sofram de tensão arterial elevada, com tendência para o nervosismo, hipertiroidismo, gastrite crónica, úlceras gastroduodenais, problemas hepáticos e reumáticos. Também é desaconselhado a crianças, principalmente no caso de sofrerem de hiperactividade.

Para além da bebida que vulgarmente conhecemos como café, as outras formas de uso desta planta, no que respeita à fitoterapia, incluem a decocção de café verde (5-7 g por litro de água: 2 chávenas por dia), o xarope e a tintura (diluição de 1:5), ambos de aplicação tópica. A ingestão de cafeína diária não deve ser superior a 400 mg.

Texto: Pedro Lôbo do Vale (médico)

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