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Este Blog junta várias dicas de como ter uma beleza e saúde natural sem grandes gastos.


quarta-feira, 2 de julho de 2008

Sobremesa leve

Bolo de queijo com amêndoas

É uma opção saudável para os dias de festa. Experimente-o

Porque uma alimentação saudável é sinónimo de bem-estar e de uma qualidade de vida maior, a Clínica Metabólica e a Prevenir trazem até as melhores receitas para um processo de controlo de peso eficaz. Revistas e aprovadas por especialistas credenciados, estas garantem-lhe os melhores resultados. Corra já para a cozinha e... bom apetite!

Ingredientes
(para 6/8 pessoas)

500 grs de queijo fresco
100 grs de amêndoas ligeiramente torradas
4 iogurtes naturais magros
1 ovo inteiro e 1 clara de ovo
6 colheres (sopa) de fécula de batata
120 grs de açúcar baunilhado
raspa de 1 limão
1 pitada de sal

Modo de preparação

1. Depois de torrar ligeiramente as amêndoas, pique-as em pequenos pedaços.

2. Misture o queijo com o iogurte , o açúcar, a casca de limão em raspa, a fécula de batata e a pitada de sal. Mexa até obter uma mistura cremosa e homogénea.

3. Bata as duas claras em castelo e junte a gema, continuando a bater mais um pouco. Adicione-as à massa anterior e envolva tudo muito bem.

4. Coloque o preparado numa forma alta, untada levemente com manteiga e leva ao forno médio durante 60 minutos. Deixe arrefecer no forno.

5. Depois de frio, desenforme e coloque no frigorífico, pelo menos duas a três horas antes de servir.

Conheça a acção da urtiga

Ler mais: Conheça a acção da urtiga Conheça a acção da urtiga

Em caso de anemia, artrite e reumatismo, no tratamento de eczemas e acne, contra a queda do cabelo e no retardamento da hipertrofia da próstata. Caso para repensar as verdadeiras intenções de quem nos manda “ir às urtigas”.

Desde a Idade Média que as folhas são utilizadas na culinária escocesa. A acção urticante das folhas desaparece após doze horas da planta ter sido colhida, ou após fervura, pelo que as folhas jovens de urtiga podem ser consumidas cruas em salada, em omeletas, em sopas ou simplesmente cozidas, como os restantes legumes. As plantas foram ainda usadas como forragem para o gado, e as fibras extraídas dos seus eixos, à semelhança do que acontece com as fibras de linho, utilizadas para o fabrico de roupas e cordas, nesta região.

Efeitos: desintoxicante, antianémico e diurético
As folhas contêm teores elevados de clorofila, molécula vegetal de cor verde, cuja composição química é muito semelhante à da hemoglobina (transportador de oxigénio no nosso sangue) e ferro. Estes constituintes são responsáveis pelas suas propriedades desintoxicantes e antianémicas, uma vez que estimulam a produção de glóbulos vermelhos. São ainda ricas em outros sais minerais como o fósforo, magnésio, cálcio e silício, e vitaminas A, C e K. Os tricomas contêm histamina, acetilcolina e ácido fórmico, substâncias que parecem actuar como anti-inflamatórios.

Do ponto de vista terapêutico as folhas possuem uma forte acção diurética, anti-inflamatória e remineralizante, sendo ainda ligeiramente hipoglicemiantes. De uma forma geral, a urtiga ajuda o organismo a eliminar os líquidos em excesso, pelo que uma infusão (1 colher de chá de folhas secas por chávena de água quente, três a quatro vezes ao dia) pode ser útil como tratamento auxiliar em muitas doenças.

Artrite, reumatismo e gota: dosagens
Os preparados desta planta são particularmente benéficos no tratamento de infecções geniturinárias e prostatites, uma vez que ao estimular as micções, ajudam a eliminar as bactérias causadoras da infecção. A urtiga tem a capacidade de alcalinizar o sangue, facilitando a eliminação dos resíduos ácidos do metabolismo, sendo igualmente importante no tratamento de casos de artrite, reumatismo e gota. Por outro lado, como é uma boa fonte de quercetina, flavonóide que inibe a libertação de histamina, é utilizada com eficácia na diminuição dos sintomas associados às alergias e à febre-dos-fenos. Em todos estes casos, poderá optar entre a toma de 50 a 100 gotas de tintura (1:10), três vezes ao dia, ou pela ingestão de cápsulas de 250 mg de extracto de folhas, administradas também três vezes ao dia.

Folhas: anemia e hemorragia
As folhas são ricas em proteínas (100 gramas de urtigas secas contêm 35 a 40 por cento de proteínas) e em vitaminas e sais minerais, e constituem uma ajuda válida no caso de anemia. Com acção vasoconstritora e hemostática, as folhas ajudam também a estancar hemorragias nasais e a aliviar menstruações abundantes, contribuindo ainda para diminuir os níveis de açúcar no sangue.

É igualmente recomendada nas afecções crónicas da pele, em especial no tratamento de eczemas, erupções e acne, contra a queda do cabelo, e para limpar e purificar a pele, normalmente sob a forma de loções ou tónicos, cuja acção pode e deve ser complementada pela toma oral de suplementos à base de urtiga.

Raízes: doses recomendadas em caso de hipertrofia da próstata
As raízes têm um efeito anti-inflamatório sobre o adenoma prostático, podendo ajudar a retardar o hipertrofismo da próstata. Os seus extractos actuam inibindo a enzima 5--reductase, envolvida na conversão da hormona testosterona em dihidro-testosterona, substância responsável pelo crescimento da glândula prostática nos homens com hiperplasia begnina da próstata. Recomenda-se a toma de 250 mg de extracto de raiz, duas vezes por dia, em combinação com 160 mg de extracto de palmeto (Serenoa repens).

Segurança e contra-indicações
Em geral, a urtiga é considerada segura, existindo apenas o risco de reacção alérgica. Salienta-se contudo, que pacientes com hipertensão, cardiopatias, diabetes ou insuficiência renal, podem sofrer descompensações, devido aos efeitos diuréticos da planta, pelo que a toma de extractos desta planta deve ser supervisionada por técnicos de saúde.


De onde vem a urtiga?
O nome científico da urtiga deriva do verbo latino urere, que significa arder, numa clara alusão ao efeito dos seus pêlos urticantes, e dioica ou “duas casas”, é a designação botânica dada às espécies que apresentam indivíduos exibindo apenas flores masculinas ou femininas.
Urtica dioica é uma planta vivaz oriunda das regiões temperadas da Europa, África Austral, Andes e Austrália, actualmente presente em todo o mundo. Coloniza preferencialmente locais húmidos e sombrios, na proximidade de campos cultivados, e chega a atingir 1,5 metros de altura. O caule, de secção quadrada, e as folhas opostas e dentadas, encontram-se completamente cobertos de pêlos urticantes, designados tricomas, as suas flores são pequenas e verdes.


Antigamente era assim…
As propriedades medicinais da urtiga remontam à Grécia Antiga, onde era utilizada para atenuar os sintomas das alergias sazonais e no alívio das dores associadas às inflamações. As folhas, acabadas de colher, em aplicação tópica têm um efeito rubefaciente (causa vermelhidão da pele), e por isso, foram, em tempos, popularmente utilizadas para fustigar suavemente a pele, sobre as articulações afectadas pelo reumatismo. Produzindo-se, desta forma, um efeito revulsivo que atrai o sangue para a pele e que contribui para descongestionar os tecidos internos afectados pelo processo inflamatório. Posteriormente, preparam-se as infusões e cataplasmas para este efeito; actualmente recorre-se à toma de suplementos alimentares. Foram ainda utilizadas, de forma pouco pedagógica, contudo inesquecível, para fustigar os rabinhos das crianças, como modo de evitar que estas se descuidassem na cama.

Naturopatia

Ler mais: Naturopatia Naturopatia

A naturopatia é um modo de vida, mas também uma terapia que ensina o corpo a curar-se a si próprio. De acordo com os princípios da natureza.

Os princípios da naturopatia moderna são originários da Alemanha e foram introduzidas nos EUA em 1892, pela mão do terapeuta alemão Benedict Lust, com base nos conhecimentos de Sebastien Kneipp, um padre que anos antes, alegadamente curara Lust através da hidroterapia. Kneipp fundou na Alemanha um centro de “cura pela água” para tratamento de doenças como a tuberculose, e ainda hoje é considerado o precursor da naturopatia.
O termo naturopatia surgiu apenas em 1902, mas a sua etimologia é bem mais antiga: do grego pathos e natura, que literalmente significa doença da natureza. Baseando-se numa perspectiva holística do ser, a naturopatia pressupõe a capacidade de auto-cura do indivíduo, através de terapias naturais. Mais do que uma terapia, a naturopatia é uma filosofia de vida que se orienta por um estilo de vida saudável. O propósito da sua medicina é promover o processo de cura usando remédios naturais. De uma forma geral, podem resumir-se em três as grandes áreas da naturopatia: a educativa, que abrange o ensino da nutrição vital, a preventiva, que visa promover a higiene natural, como acção preventiva e a curativa, através da utilização de bioterapias, como método de auto-cura.

Como actua um naturopata?
Os naturopatas defendem que os sintomas da doença são causados pelo esforço do próprio corpo, no sentido de se auto-curar, e que os medicamentos devem ser escolhidos em função do individuo e não apenas da doença. Na naturoterapia a prevenção é tão importante como a cura, por isso a acção do naturopata fundamenta-se na busca das causas e nas origens psicossomáticas da doença, nunca nos seus efeitos. Praticam uma medicina de interligação mente–corpo, e muitas têm experiência em outras técnicas, como acupunctura, hidroterapia ou homeopatia. O objectivo é levar o indivíduo a descobrir a razão dos seus males, proporcionando ao corpo a capacidade de auto-cura. Para isso, estimula as suas defesas naturais. Ao aplicar os princípios naturopatas de cura, os profissionais podem administrar um ou mais aparelhos, substâncias fisiológicas, mecânicas, nutricionais, manuais, fitoterápicas ou animais específicas.
O objectivo final é remover obstáculos ao funcionamento normal do corpo, aplicando forças naturais para restaurar as suas capacidades de recuperação. Somente aquelas preparações e doses que actuam em harmonia com o corpo são utilizadas para alterar funções incorrectas, purificar o corpo de toxinas e promover seus processos metabólicos. Basicamente, os naturopatas trabalham com quatro categorias de medicamentos naturais:

a) Substâncias naturais com o mínimo de processamento: alimentação, ar puro, água pura e ervas naturais;
b) Agentes extraídos a partir de produtos naturais: extractos de plantas, tinturas, medicamentos homeopáticos, extractos glandulares (tiróide ou fígado) e outras substâncias de origem natural;
c) Substâncias medicinais com nível de processamento elevado: extractos de alimentos, vitaminas, minerais e aminoácidos;
d) Medicamentos manufacturados: hormonas e vitaminas sintetizadas. São menos dispendiosos e podem proporcionar concentrações mais elevadas.
(Fonte: “Saúde Natural aos 50”, Didática Editora, 2005)


Ar e Água

São dois elementos centrais da naturopatia. Os naturopatas defendem que o ar puro é essencial para a saúde e uma terapia para o corpo. A respiração pelo diafragma ajuda a expandir os pulmões, permitindo que uma grande quantidade de oxigénio entre no corpo. É por isso que os naturopatas recorrem a vários aparelhos para melhorar a qualidade do ar nas habitações, nomeadamente filtros para remover o pó e fungos, humidificadores ou desumificadores, que assegurem um nível óptimo da quantidade de vapor de água no ar, e ainda ionizadores para regular os iões. Os iões de carga negativa natural estão presentes no ar da montanha ou perto de quedas de água, sendo mais benéficos para a saúde do que os iões de carga positiva.

Também a água pode ser utilizada de várias maneiras para fins terapêuticos. A hidroterapia abrange várias técnicas, como a utilização de compressas locais, banhos quentes ou frios, duche, balneoterapia (com águas minerais e aplicação de lama) e terapia com turfa, uma substância que se crê ter propriedades anti-inflamatórias e anti-bacterianas. De uma forma geral, os benefícios da hidroterapia estão associados à melhoria de doenças de pele, artrite, desintoxicação, insónia, dores crónicas, circulação venosa e linfática.

Quem pode beneficiar de tratamento naturopático?
Sendo uma terapêutica holística, a naturopatia procura abranger uma vasta área de patologias, desde anemias, artrite, alergias, dores menstruais, stresse, problemas de pele, diabetes, menopausa, problemas de origem psicológica, osteoporose, patologias do tubo digestivo, desintoxicação do cólon, má circulação.

Aos olhos da ciência
A relação entre a naturopatia e a medicina convencional está longe de ser pacífica. Se os benefícios de algumas terapias usadas pelos naturopatas estão bem documentados, nomeadamente o uso de suplementos alimentares, fitoterapia e hidroterapia, permanecem ainda algumas dúvidas sobre a validade científica da naturopatia. Alguns profissionais e associações médicas questionam a eficácia do método naturopático, argumentando que misturam indevidamente diferentes áreas sem fundamento científico.
Os vários estudos realizados têm contribuído ainda mais para alimentar a polémica. Por exemplo, em 2002, o estudo Homeopathic oscillococcinum for preventing and treating influenza revelou que o tratamento homeopático foi eficaz no tratamento do vírus influenza, contudo sem qualquer efeito preventivo.


Naturopatia em Portugal
Reconhecida como Terapêutica Não Convencional desde 2003, a naturopatia é uma das seis medicinas alternativas contempladas pela lei portuguesa. O Instituto de Medicina Tradicional lecciona cursos de Naturopatia, com a duração de quatro anos, mas que aguardam ainda regulamentação oficial. A profissão de naturopata– naturologista é reconhecida no nosso país e pode encontrar profissionais credenciados na Associação Portuguesa de Naturopatia.

Saiba mais
http://www.imt.pt/
http://www.naturophatic.org/
http://www.nccam.nih.org/

Cacau

Ler mais: Cacau Cacau

Chegou a ser vendido nas farmácias como produto medicinal e a rivalizar com as casas de chá de Inglaterra. Embora não seja aditivo, há quem admita ser “viciado” em chocolate. Nesse caso, vai gostar de saber que o preto garante mais cacau por menos açúcar.

O cacau chegou à Europa pela mão de Cristóvão Colombo. Foram os espanhóis os primeiros a beneficiar do seu valor comercial, e também os responsáveis pela disseminação das sementes nas ilhas do Caribe e no território Africano, onde actualmente é cultivado. Pouco a pouco, o consumo da bebida do cacau começou a propagar-se entre os círculos mais elegantes das cortes europeias, e em Inglaterra, as casas onde se servia esta bebida chegaram mesmo a rivalizar com as casas de chá. O cacau era ainda vendido nas farmácias como produto medicinal.

No século XIX, também os portugueses estiveram envolvidos na produção de cacau, nomeadamente através das suas vastas plantações nas colónias das ilhas São Tomé e Príncipe. Nessa época, Portugal foi um dos maiores produtores mundiais de cacau.
Em 1828, o químico holandês Van Houten, ao tentar obter uma bebida mais fina do que a original, descobriu que, utilizando o processo de prensagem, era possível eliminar 2/3 da gordura do cacau e reduzir a matéria a um pó – hoje conhecido como cacau em pó -, que, quando misturado com água ou leite, originava uma bebida mais leve e fina: o chocolate quente. Deste processo, resultava ainda uma gordura que solidificava à temperatura ambiente, mas que mantinha o cheiro e o sabor do cacau, a chamada pasta de cacau. Em 1847, uma empresa inglesa de nome Fry & Sons, misturou a pasta de cacau com açúcar produzindo aquela que viria a ser, provavelmente, a primeira barra de chocolate preto comercializada.

Pó e bebida: estimulante e diurético
Do ponto de vista terapêutico, o chocolate em pó, quando misturado com água ou leite quente, constitui uma bebida estimulante alternativa ao café, uma vez que estimula o sistema nervoso central e o coração de maneira análoga à da cafeína, embora de forma mais fraca. A bebida é ainda um alimento energético, útil em dietas de pessoas convalescentes, em caso de anginas e bronquites, no combate às nefrites, fraquezas orgânicas, esgotamento físico, e diurético no estímulo das funções urinárias. A manteiga de cacau é boa para curar fissuras nos lábios e nos bicos dos seios, e tratar pele ferida ou com bolhas. Na indústria farmacêutica, o cacau é utilizado como correctivo do cheiro e do sabor de determinadas fórmulas, e a manteiga na manufactura de drageias, supositórios e cosméticos.

Segundo publicações médicas recentes, a teobromina, um dos alcalóides encontrados no chocolate, pode diminuir ataques persistentes de tosse e, consequentemente, contribuir para o desenvolvimento de novos fármacos. De facto, esta substância actua inibindo a actividade do nervo vago, localizado no crânio, que é responsável pela coordenação da musculatura envolvida nos ataques de tosse. Os cientistas acreditam que a teobromina é um terço mais eficaz que a droga codeína, a substância actualmente utilizada para tratar estes casos, e que causa menos efeitos secundários do que os tratamentos convencionais.

Chocolate afrodisíaco
Desde sempre se sugeriu que o chocolate tem propriedades afrodisíacas - os astecas pensavam que conferia vigor aos homens e desinibia as mulheres. De facto, o consumo do chocolate induz a uma sensação de prazer, que pode ser explicada pelas suas propriedades físicas. Investigadores ingleses acreditam que é a manteiga de cacau, constituinte maioritário do chocolate, e em especial o teor de estearatos desta, os responsáveis pela forma sólida do chocolate à temperatura ambiente, mas também pelo efeito “derrete-se na boca” do chocolate quando em contacto com a temperatura corporal. Existe ainda no chocolate um composto químico, chamado triptofano, que é um precursor bioquímico utilizado pelo cérebro para produzir serotonina - neurotransmissor responsável pela sensação de relaxamento e de contentamento. E também feniletilalanina, anti-depressivo natural e promotor de sentimentos de atracção e excitação. Contudo, como estes compostos existem em pequenas quantidades no chocolate, é ainda controverso o seu envolvimento na produção dos efeitos tipicamente associados a estas substâncias.

Chocolate preto: mais cacau por menos açúcar
Embora o chocolate não seja um alimento fisicamente aditivo, manteve inalterável, desde a altura dos astecas até aos dias de hoje, o seu poder de conquista. Deve, no entanto, ser consumido em moderação, como todos os alimentos ricos. Escolha preferencialmente o chocolate preto, pois tem um teor superior de cacau, e proporcionalmente menos açúcar e gordura que o chocolate de leite, e também mais flavonóides, compostos antioxidantes que protegem os vasos sanguíneos, as células e os tecidos das lesões provocadas pelos radicais livres (responsáveis pelo envelhecimento prematuro do organismo).


A árvore do cacaueiro
O cacaueiro é uma árvore perene originária das florestas tropicais das Américas Central e do Sul, incluindo a Amazónia brasileira. Actualmente, é cultivado em larga escala nos países latinos do continente americano, nas ilhas do Caribe e em África.
A árvore do cacau pode atingir seis metros de altura, apresenta um tronco fino de casca escura, folhas alternas, lanceolado-oblongas, de margem inteira e lisas nas duas faces; as flores são pequenas amarelo-avermelhadas e os frutos, com cerca de 25 centímetros de comprimento, contêm mais de 50 sementes, envoltas numa polpa viscosa e esbranquiçada.


Quem inventou o chocolate?
A utilização do chocolate pelos humanos iniciou-se em 900 a.C., tendo sido os maias os primeiros a cultivar a árvore do cacau e a usar os seus frutos. Seguiram-se os astecas, para quem as sementes de cacau eram tão valiosas que foram empregues como moeda corrente. Este povo inventou o conceito de “chocolate”, pois criou uma bebida espessa e espumosa, designada “xocolatl” ou bebida amarga, prensando as sementes e misturando o resultado com mel e baunilha, em honra do seu imperador Montezuma. Esta bebida considerada sagrada era apenas servida em rituais e cerimónias especiais. O nome científico da planta, Theobroma cacao, atribuído pelo naturalista Lineu, constitui uma homenagem à designação asteca do cacau, significando literalmente “cacau o alimento dos Deuses”.

Propólis

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Tido como um dos antibióticos mais potentes da natureza, a propólis tem o selo de qualidade dos mesmos produtores do mel e da cera. Proteja o seu sistema imunitário com a ajuda deste escudo natural.

Pro – antes, e Polis – cidade. O termo propolis tem origem na Grécia antiga, onde significava “defesa da cidade”. A cidade, neste caso, será a colmeia onde vivem as abelhas. A própolis desempenha um papel importantíssimo na defesa da colmeia contra a invasão e proliferação de microorganismos (fungos, bactérias, vírus). Poderá dizer-se que a própolis funciona como que um “sistema imunitário” da colmeia.

Esta capacidade desinfectante e protectora da propolis despertou um interesse, no homem, relativo à sua utilização. Os gregos reconheceram-lhe propriedades curativas e cicatrizantes, e utilizavam-na em feridas e determinadas doenças. Hipócrates, o pai da medicina moderna, prescrevia a própolis para tratar ferimentos e úlceras, quer a nível externo como interno. Os egípcios, que sempre consideraram a abelha como um animal sagrado, símbolo de coragem e o valor, também usaram a própolis para tratar inúmeras doenças. A própria mitologia romana refere esta substância.
O interesse dos europeus pela própolis surge com John Gerard na sua famosa “História das plantas”, de 1579, onde a própolis vem referida como uma substância com potencial efeito eficaz no alívio e cura de muitos problemas de saúde.
Com o desenvolvimento da medicina moderna, a própolis, assim como outros produtos de origem natural, caiu no esquecimento. Foi nos últimos 20 a 30 anos, particulamente na Europa oriental, que se começou novamente a utilizar a própolis pelas suas propriedades curativas, de forma a poder estudar e avaliar de uma forma mais objectiva e científica o seu potencial terapêutico.

O que é a própolis?
Trata-se de um conjunto de substâncias recolhidas na natureza pelas abelhas, que depois é trabalhado pelas suas glândulas salivares, resultando uma massa final de aspecto peganhento e colante. As abelhas revestem a colmeia com esta gomo-resina vegetal, criando o ambiente mais estéril conhecido na natureza. Envernizando os favos, da parede ao tecto, a propólis impede a proliferação de micróbios e vírus, e ainda serve para embalsamar inimigos que invadam o colmeia. A composição da própolis engloba 50% de resina recolhida das árvores e plantas, 30% de ceras, 10% de óleos essenciais e 5% de pólen. Além destes ingredientes, a própolis possui ainda uma enorme variedade de aminoácidos, vitaminas, minerais e bioflavonóides, sendo estes últimos apontados como um dos ingredientes mais activos no processo de regeneração.

Aplicações terapêuticas
Antibiótico natural sem efeitos secundários, é assim que muitas vezes a própolis é designada. Investigações recentes do Instituto Nacional do Coração e do Pulmão de Londres demonstraram que a própolis tem a capacidade de destruir algumas bactérias que se revelaram resistentes a alguns dos antibióticos modernos sintéticos.
Nos últimos 20 anos inúmeros estudos e pesquisas científicas têm sido conduzidas a propósito da substância, não só na America como também na Europa, onde o uso desta substância é muito comum. Entre outras aplicações, a própolis tem sido usada em problemas circulatórios. Os chineses crêm que esta substância pode ser muito benéfica em situações de hipertensão, arteriosclerose e doenças coronárias. Nos problemas gastrointestinais, cientistas e médicos russos demonstraram que a própolis pode ajudar a prevenir úlceras e abcessos, assim como acelerar o processo de cicatrização de algumas doenças do foro gástrico. A própolis é também muito usada em problemas de pele. Algumas investigações americanas, polacas e russas demonstraram que a acne, alergias, herpes e outros problemas dermatológicos respondem bem à terapia com própolis. Além destas aplicações, à própolis é ainda atribuída a capacidade de ajudar a aliviar alguns problemas femininos, como sejam períodos menstruais dolorosos assim como infecções vaginais.

Da colmeia para o mercado
A propólis pode ser tomada como suplemento alimentar, sendo útil como agente preventivo de constipações, tosse, gripes e outro tipo de viroses. Em tintura, também revelou ser realmente efectiva para proteger as vias respiratórias. Em produtos de cosmética, sejam cremes, batons, ou pastas dentífricas, apresenta uma acção protectora e regeneradora da pele e mucosas externas.
Não precisamos de defender a nossa cidade, mas é realmente importante defender o corpo e a saúde. A própolis pode ser uma boa opção.

Aloe Vera

Ler mais: Aloe Vera Aloe Vera

Hidratante, cicatrizante, emoliente e laxante. O aloe tem dois produtos principais: o gel, resultante da expressão da folha carnuda do aloe vera; e o aloés, que é obtido do suco desidratado da folha do aloe vera.

Aloe barbadensis Miller

Nome Comum: Aloe
Outros Nomes: Aloe vera, Erva-babosa, Babosa, Aloe barbadense
Sinónimos: Aloe elongata Murr., Aloe lumilis Blanco, Aloe indica Royle, Aloe littoralis Koen, Aloe perfoliata vera L., Aloe vera L. Var. officinalis Baker, Aloe vulgaris Lamarck, Aloe vera Tourn. ex L., Aloe vera (L.) Webb. (non Miller)


O aloe é uma planta nativa do Este e Sudeste de África. Pertencente à família das Liliáceas, o aloe cresce espontaneamente nos trópicos e é cultivado um pouco por todo o mundo, principalmente na Índia ocidental e na zona costeira da Venezuela.

Acerca do uso medicinal do aloe vera, temos, antes de mais, que fazer uma distinção importante sobre as aplicações desta planta. Assim, temos dois produtos principais do aloe: o gel, resultante da expressão da folha carnuda do aloe vera; e o aloés, que é obtido do suco desidratado da folha do aloe vera. De acordo com estes dois produtos, assim temos também aplicações, contra-indicações e recomendações diferentes.

O gel de aloe é rico em água e polissacáridos, como os glucomananos, galactoglucomananos e mananos acetilados. Estes componentes tornam este gel um bom hidratante, emoliente (acalma e diminui a dor e a inflamação) e cicatrizante. Devido à sua acção anti-inflamatória, imunomodeladora e até anti-viral, este gel é ideal para ser aplicado em feridas, queimaduras e até em eczemas e na psoríase.

Além destas propriedades cosméticas e terapêuticas, o gel de aloe vera também é utilizado para preparar uma bebida, à qual a medicina popular atribui propriedades benéficas no tratamento de gastrites, úlceras gastroduodenais e até do cancro.
Os preparados à base de gel de aloe vera devem conter entre 10-70% de gel fresco. Não devem ser utilizados sobre cesarianas nem após laparoscopias, uma vez que, em alguns estudos, demonstraram ter um efeito retardador do processo de cicatrização destas feridas.

Em relação ao aloés, são essencialmente as propriedades laxativas, aquelas que ressaltam da sua aplicação na medicina. O seu elevado conteúdo em compostos antracénicos leva este suco a possuir uma acção estimuladora da secreção da mucosa intestinal e um aumento do peristaltismo intestinal. É a conversão dos compostos hidroxiantracénicos em aloe-emodina-antrona (substância activa) que permite ao aloés ter uma acção laxativa. Segundo a ESCOP (European Scientific Cooperative on Phytotherapy) e a CE (Comissão Europeia), o aloés está indicado nos casos em que é necessário ocorrer uma evacuação fácil com fezes moles. O tratamento deverá ser, contudo, de curta duração e torna-se, particularmente, útil nos casos em que existem fissuras anais, e após intervenções cirúrgicas na zona anorectal.

Contra-indicações e Recomendações
No que respeita a contra-indicações sobre a utilização do aloés, há a salientar que este não deverá ser utilizado nos casos em que existe obstrução intestinal, doenças inflamatórias intestinais (como doença de Crohn, colite ulcerativa), apendicite, dor abdominal de origem desconhecida, hemorróidas, problemas renais, menstruação e em crianças com menos de 12 anos de idade. É ainda conveniente que a sua utilização não se faça por mais de 8 a 10 dias seguidos, sem consulta médica. Devido à perda de electrólitos, em particular de potássio, o aloés não deve ser usado em conjunto com medicamentos para o coração, diuréticos e corticosteróides. Existem ainda referências que a sua utilização também não deverá ser feita em simultâneo com o alcaçuz (também denominada raiz doce). O aloés não deve ser igualmente utilizado na gravidez e na amamentação.

Quanto às formas galénicas e às doses recomendadas, o aloés pode ser usado sob forma de pó, extracto aquoso e extracto hidroalcoólico, em formas sólidas e líquidas. A forma farmacêutica deve permitir doses inferiores às recomendadas. E a dose individual correcta deverá ser a dose mínima para obter uma defecação cómoda. A ESCOP recomenda que deverão ser preparados com 10-30mg de derivados hidroxiantracénicos, administrados uma vez por dia e à noite.

Apesar do aloe vera ser uma planta com muitas aplicações medicinais, é sempre conveniente não esquecer que o conselho do seu médico, além de fundamental, é, em muitos casos, absolutamente indispensável.

Café Verde

Ler mais: Café Verde Café Verde

É só a bebida sem álcool mais consumida em todo o mundo e percebe-se porquê: estimulante, diurético e antioxidante, o café pode também estimular a termogénese e a oxidação da gordura.

O café é um arbusto lenhoso originário da Abissínia, região a norte da actual Etiópia, amplamente cultivado em vários países tropicais como o Brasil, a Colômbia e o Vietname, devido à sua importância económica. A planta, que atinge os 3,5 metros de altura, é composta por um caule erecto e delgado, folhas verde-escuras, perenes e oposto-lanceoladas, pequenas flores estreladas de cor branca, e frutos sob a forma de bagas vermelhas contendo cada um duas sementes, os grãos que depois de torrados e moídos, utilizamos para a preparação do café.

Tradicionalmente, as sementes de café sempre foram mastigadas, devido às suas propriedades estimulantes, pelos povos do Médio Oriente. Esta utilização encontra-se até referenciada em obras religiosas como o Corão e a Bíblia. A bebida do café surgiu, segundo a lenda, quando alguns monges, associando os sintomas de insónia à ingestão de sementes do cafeeiro, resolveram preparar uma infusão com os grãos macerados, obtendo assim uma bebida deliciosamente aromática e capaz de afastar o sono e estimular a mente.

No século XV, o arbusto do café foi introduzido na Arábia, onde enormes plantações abasteceram durante muito tempo todo o mercado mundial. Posteriormente, os alemães monopolizaram o comércio do café, introduzindo e cultivando as plantas nas suas colónias de Batavia, Ceilão e Java. Nos anos seguintes, o café tornou-se conhecido na Europa, e países como Inglaterra e França passaram a cultivá-lo nas suas colónias.
Actualmente, mais de metade do café que consumimos provém da propagação de uma única planta, cujas sementes foram introduzidas na América do Sul pela mão dos navegadores ibéricos.

O café é, hoje em dia, a bebida sem álcool mais consumida e apreciada no mundo. Por exemplo, na Turquia, país onde as mulheres não gozam dos mesmos direitos que os homens, o seu consumo é de tal forma importante que chegou a ser motivo legal de divórcio: as mulheres podiam pedir o divórcio caso o marido não fosse capaz de prover o fornecimento de café.

Combate o sono e o excesso de gordura

A semente de Coffea arabica é a parte mais utilizada da planta. O grão de café não torrado, ou café verde, possui, entre outros constituintes, 0,06-0,32 por cento de cafeína (estimulante forte), teobromina e teofilina (relaxante da musculatura lisa), taninos e flavonóides (antioxidantes), e 5 a 10 por cento de ácido clorogénico. Sendo a cafeína o único composto que permanece estável durante o processo de torrefacção.

De relevante importância terapêutica são a cafeína e o ácido clorogénico. A primeira substância actua, inibindo os efeitos da adenosina, neurotransmissor responsável pela indução do sono, e estimulando a atenção. A cafeína é ainda eficaz a estimular um processo chamado termogénese (gasto energético de calorias durante e logo após o processo de alimentação, e que pode corresponder a 15 por cento dos gastos calóricos diários) bem como a promover a oxidação de gorduras corporais, facilitando a sua eliminação.

O ácido clorogénico, por sua vez, em maior percentagem no café verde que no grão torrado, influencia o estado de humor das pessoas, impedindo sentimentos apáticos e de depressão, e contribuindo, consequentemente, para evitar a utilização de álcool e de algumas drogas. Tem ainda a capacidade de reduzir a absorção dos hidratos de carbono consumidos pelo organismo, minimizando a sua acumulação nos tecidos sob a forma de gordura, e actuando positivamente sobre os níveis da glicose no sangue.

Estas duas substâncias são assim frequentemente utilizadas como ingredientes em muitas fórmulas que visam a produção de energia e o emagrecimento corporal.

Dosagens e contra-indicações

Apesar de não ser considerado uma planta medicinal, o cafeeiro é eficiente, enquanto estimulador do sistema nervoso central, melhorando temporariamente a performance física e o trabalho mental, nomeadamente no que respeita às capacidades de atenção, concentração e memorização. Coffea arabica estimula os batimentos cardíacos, a produção de sucos digestivos, sendo também um bom diurético e antioxidante. Por vezes, é utilizado para combater dores de cabeça e enxaquecas. A cafeína é mesmo um dos ingredientes-chave nestas fórmulas analgésicas.

Segundo os herbalistas, o café funciona, a curto prazo, como um bom estimulante, contudo, o seu uso prolongado poderá estar associado ao enfraquecer da vitalidade. Na verdade, pessoas mais sensíveis à cafeína experimentam sintomas de tensão, ansiedade e temores logo após a ingestão da substância, e doses exageradas provocam habituação, prejudicam o estômago, causam insónia e tensão arterial elevada, podendo ainda aumentar a eliminação de cálcio na urina. É, portanto, contra-indicado a pessoas que sofram de tensão arterial elevada, com tendência para o nervosismo, hipertiroidismo, gastrite crónica, úlceras gastroduodenais, problemas hepáticos e reumáticos. Também é desaconselhado a crianças, principalmente no caso de sofrerem de hiperactividade.

Para além da bebida que vulgarmente conhecemos como café, as outras formas de uso desta planta, no que respeita à fitoterapia, incluem a decocção de café verde (5-7 g por litro de água: 2 chávenas por dia), o xarope e a tintura (diluição de 1:5), ambos de aplicação tópica. A ingestão de cafeína diária não deve ser superior a 400 mg.

Texto: Pedro Lôbo do Vale (médico)

Hortelã-Pimenta

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A infusão de hortelã é a bebida refrescante mais popular no Norte de África: faz parte do ritual de hospitalidade e da vida diária dos mauritanos que consomem, pelo menos, três copos por dia.

Mentha piperita L.
Nome Comum: hortelã-pimenta
Outros Nomes: hortelã, hortelã das cozinha, menta inglesa, hortelã de cheiro, hortelã de folha miúda, hortelã de tempero, hortelã comum, hortelã cultivada, hortelã da horta, menthe anglaise, menthe oivrée, menta piperita, peppermint.
Sinónimos: desconhecidos


A hortelã-pimenta é uma planta perene, originária da Índia e dos países asiáticos, que parece ter sido introduzida na Europa, pelo norte de África, onde se tornou famosa pelas suas propriedades aromáticas. Actualmente, é cultivada em todo o mundo, e o seu óleo essencial é utilizado industrialmente na perfumaria, farmácia e na fabricação de bebidas e doces. A infusão de hortelã é ainda a bebida refrescante mais popular no Norte de África; faz parte do ritual de hospitalidade e da vida diária dos mauritanos que consomem, pelo menos, três copos por dia.

Erva medicinal e culinária
Símbolo de hospitalidade e sabedoria, a hortelã tem sido tradicionalmente usada como uma erva medicinal e culinária. Os gregos e os egípcios utilizavam-na como estimulante e tónico nervoso. O próprio imperador Carlos Magno decretou a hortelã como uma planta a proteger, numa atitude de pioneirismo ecológico. A medicina ayurvédica indiana utiliza-a para tratar feridas bucais, náuseas, promover a digestão e aliviar infecções respiratórias. Nós por cá, utilizamos tradicionalmente a infusão para acalmar distúrbios estomacais e ajudar a digestão de refeições pesadas. A hortelã fresca é usada para aromatizar receitas culinárias, aplicação que provavelmente adquirimos da cultura árabe.
O princípio activo da planta é o seu óleo volátil, constituído por mentol (35-55 por cento), metanona (15-30 por cento) e acetato metílico (3-10 por cento). O óleo actua, estimulando a secreção de sucos digestivos e da bílis, diminuindo a formação de gases e a flatulência, bem como a ocorrência de diarreias. Como relaxa os músculos da parede intestinal e atenua as contracções do aparelho digestivo pode aliviar os sintomas do síndroma do cólon irritável. Estimula ainda a produção de saliva, favorece o apetite, elimina o mau hálito e reduz as náuseas.

Óleo de hortelã: analgésico e para constipações
O mentol presente no óleo possui um ligeiro efeito anti-séptico, e, por isso, inalações dos vapores do óleo de menta são eficazes contra as constipações, inflamações da laringe e a bronquite. Externamente, o óleo excita os nervos sensoriais, diminuindo a sensação de dor e actuando como analgésico ligeiro. Primeiro, os receptores epidérmicos para o frio são activados, produzindo uma sensação refrescante, seguidamente o óleo provoca o espessamento dos vasos capilares junto à superfície epidérmica, e que, por sua vez, origina calor, aliviando assim as dores musculares e articulares. Pode ser aplicado topicamente sobre picadas de insectos pois diminui a comichão nas têmporas, alivia dores de cabeça e enxaquecas relacionadas com problemas digestivos; algumas gotas sobre a língua combatem o mau hálito, e bochechos com água aromatizada permitem aliviar dores nos dentes e nas gengivas.

Como tomar hortelã-pimenta
A hortelã-pimenta é comercializada seca, sob a forma de chá, óleo essencial, e em cápsulas com revestimento gastrorresistente.
Assim, para acalmar a síndrome do cólon irritável e os enjoos, deve tomar uma ou duas cápsulas, duas a três vezes ao dia, entre as refeições. Para acalmar o estômago e os sintomas da flatulência, prepare uma infusão utilizando uma colher de sobremesa de folhas secas por cada chávena de água a ferver, tape e deixe repousar por dez minutos, filtre e beba três chávenas por dia, após as refeições.
Para alívio de dores musculares ou articulares, dissolva quatro a cinco gotas do óleo essencial em quatro colheres de um óleo de base neutro (óleo de jojoba, amêndoas doces ou outro) e aplique sobre as áreas doridas até quatro vezes por dia.

Sem contra-indicações
Nas doses recomendadas, e para os casos citados a hortelã-pimenta não tem, em geral, efeitos secundários, mesmo em uso prolongado. No caso do óleo, este não deve ser aplicado sobre a pele danificada, uma vez que pode ter um efeito irritante, nem na pele de bebés ou de crianças pequenas.


Uma ninfa chamada Menthe
O nome da erva está relacionado com a mitologia grega. Reza a lenda que uma ninfa chamada Menthe, filha do deus do rio, Cocyte, seria amada por Plutão, deus do inferno, e que a mulher deste, Persófone, num acesso de ira transformou Menthe numa planta rasteira, cujo destino era crescer na entrada de cavernas rochosas. Assim, o nome botânico da hortelã provém de Menthe, claramente um atributo à ninfa, e uma alusão ao local de crescimento da planta.


Como cresce a planta
Mentha piperita é, na realidade, uma espécie híbrida, resultante do cruzamento espontâneo entre duas outras espécies de menta, a hortelã-verde, Mentha viridis (L.) e a hortelã aquática, M. aquatica L., que cresce entre os 30 e os 60 centímetros. Esta variedade possui uma rede extensa de rizomas subterrâneos que originam numerosos caules, com folhas lanceoladas, opostas e dentadas, pilosas na face interna, e flores liláses dispostas em espigas terminais. Os frutos são tetraquénios que raramente se formam, uma vez que a planta se propaga vegetativamente através da fractura dos seus rizomas subterrâneos. A planta cresce preferencialmente em solos fofos, húmidos, bem drenados, ricos e de preferência arenosos, em locais com alguma iluminação.