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Sejam bemvindos!

Este Blog junta várias dicas de como ter uma beleza e saúde natural sem grandes gastos.


quinta-feira, 15 de outubro de 2009



quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Fim dos pêlos encravados



Se a sua pele está sendo castigada por pêlos encravos, a melhor solução é uma esfoliação caprichada. Veja aqui uma receita natural:
Ingredientes:
1 xícara de creme hidratante corporal
2 colheres de sal marinho ( à venda em supermercados na sessão de produtos naturais)
1 colher de mel
Modo de fazer: misture os ingredientes até formar uma pasta homogênea. Se preferir, pode até bater no liquidificados. A receita é suficiente para as duas pernas.
Modo de usar:
Massageie o local com uma bucha vegetal com movimentos circulares suaves (seu uso ajuda a remover as células mortas e a desobstruir os poros). Coloque uma toalha umedecida com chá de camomila quente ( 1 xícara de água para uma colher de sopa de camomila) sobre a pele para abrir os poros por cinco minutos. Aplique o esfoliante, com as mãos, fazendo movimentos leves e circulares, caprichando nas áreas mais afetadas. Lave bem o local com água morna e sabonete neutro. Aplique um hidratante não oleoso para não tornar a obstruir os poros. Em regiões mais ressecadas, como joelhos, calcanhares e cotovelos, use um creme mais espesso.

sábado, 9 de agosto de 2008

Disfarce as olheiras

Faça uma compressa de gaze embebida em chá de camomila gelado. Você pode também usar o próprio saquinho é só colocá-lo para gelar depois de feito o chá e pôr sobre os olhos. Deixar agir por dez minutos e retirar. O líquido gelado ajuda a contrair os vasos localizados nessa região, suavizando as olheiras.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Sobremesa leve

Bolo de queijo com amêndoas

É uma opção saudável para os dias de festa. Experimente-o

Porque uma alimentação saudável é sinónimo de bem-estar e de uma qualidade de vida maior, a Clínica Metabólica e a Prevenir trazem até as melhores receitas para um processo de controlo de peso eficaz. Revistas e aprovadas por especialistas credenciados, estas garantem-lhe os melhores resultados. Corra já para a cozinha e... bom apetite!

Ingredientes
(para 6/8 pessoas)

500 grs de queijo fresco
100 grs de amêndoas ligeiramente torradas
4 iogurtes naturais magros
1 ovo inteiro e 1 clara de ovo
6 colheres (sopa) de fécula de batata
120 grs de açúcar baunilhado
raspa de 1 limão
1 pitada de sal

Modo de preparação

1. Depois de torrar ligeiramente as amêndoas, pique-as em pequenos pedaços.

2. Misture o queijo com o iogurte , o açúcar, a casca de limão em raspa, a fécula de batata e a pitada de sal. Mexa até obter uma mistura cremosa e homogénea.

3. Bata as duas claras em castelo e junte a gema, continuando a bater mais um pouco. Adicione-as à massa anterior e envolva tudo muito bem.

4. Coloque o preparado numa forma alta, untada levemente com manteiga e leva ao forno médio durante 60 minutos. Deixe arrefecer no forno.

5. Depois de frio, desenforme e coloque no frigorífico, pelo menos duas a três horas antes de servir.

Conheça a acção da urtiga

Ler mais: Conheça a acção da urtiga Conheça a acção da urtiga

Em caso de anemia, artrite e reumatismo, no tratamento de eczemas e acne, contra a queda do cabelo e no retardamento da hipertrofia da próstata. Caso para repensar as verdadeiras intenções de quem nos manda “ir às urtigas”.

Desde a Idade Média que as folhas são utilizadas na culinária escocesa. A acção urticante das folhas desaparece após doze horas da planta ter sido colhida, ou após fervura, pelo que as folhas jovens de urtiga podem ser consumidas cruas em salada, em omeletas, em sopas ou simplesmente cozidas, como os restantes legumes. As plantas foram ainda usadas como forragem para o gado, e as fibras extraídas dos seus eixos, à semelhança do que acontece com as fibras de linho, utilizadas para o fabrico de roupas e cordas, nesta região.

Efeitos: desintoxicante, antianémico e diurético
As folhas contêm teores elevados de clorofila, molécula vegetal de cor verde, cuja composição química é muito semelhante à da hemoglobina (transportador de oxigénio no nosso sangue) e ferro. Estes constituintes são responsáveis pelas suas propriedades desintoxicantes e antianémicas, uma vez que estimulam a produção de glóbulos vermelhos. São ainda ricas em outros sais minerais como o fósforo, magnésio, cálcio e silício, e vitaminas A, C e K. Os tricomas contêm histamina, acetilcolina e ácido fórmico, substâncias que parecem actuar como anti-inflamatórios.

Do ponto de vista terapêutico as folhas possuem uma forte acção diurética, anti-inflamatória e remineralizante, sendo ainda ligeiramente hipoglicemiantes. De uma forma geral, a urtiga ajuda o organismo a eliminar os líquidos em excesso, pelo que uma infusão (1 colher de chá de folhas secas por chávena de água quente, três a quatro vezes ao dia) pode ser útil como tratamento auxiliar em muitas doenças.

Artrite, reumatismo e gota: dosagens
Os preparados desta planta são particularmente benéficos no tratamento de infecções geniturinárias e prostatites, uma vez que ao estimular as micções, ajudam a eliminar as bactérias causadoras da infecção. A urtiga tem a capacidade de alcalinizar o sangue, facilitando a eliminação dos resíduos ácidos do metabolismo, sendo igualmente importante no tratamento de casos de artrite, reumatismo e gota. Por outro lado, como é uma boa fonte de quercetina, flavonóide que inibe a libertação de histamina, é utilizada com eficácia na diminuição dos sintomas associados às alergias e à febre-dos-fenos. Em todos estes casos, poderá optar entre a toma de 50 a 100 gotas de tintura (1:10), três vezes ao dia, ou pela ingestão de cápsulas de 250 mg de extracto de folhas, administradas também três vezes ao dia.

Folhas: anemia e hemorragia
As folhas são ricas em proteínas (100 gramas de urtigas secas contêm 35 a 40 por cento de proteínas) e em vitaminas e sais minerais, e constituem uma ajuda válida no caso de anemia. Com acção vasoconstritora e hemostática, as folhas ajudam também a estancar hemorragias nasais e a aliviar menstruações abundantes, contribuindo ainda para diminuir os níveis de açúcar no sangue.

É igualmente recomendada nas afecções crónicas da pele, em especial no tratamento de eczemas, erupções e acne, contra a queda do cabelo, e para limpar e purificar a pele, normalmente sob a forma de loções ou tónicos, cuja acção pode e deve ser complementada pela toma oral de suplementos à base de urtiga.

Raízes: doses recomendadas em caso de hipertrofia da próstata
As raízes têm um efeito anti-inflamatório sobre o adenoma prostático, podendo ajudar a retardar o hipertrofismo da próstata. Os seus extractos actuam inibindo a enzima 5--reductase, envolvida na conversão da hormona testosterona em dihidro-testosterona, substância responsável pelo crescimento da glândula prostática nos homens com hiperplasia begnina da próstata. Recomenda-se a toma de 250 mg de extracto de raiz, duas vezes por dia, em combinação com 160 mg de extracto de palmeto (Serenoa repens).

Segurança e contra-indicações
Em geral, a urtiga é considerada segura, existindo apenas o risco de reacção alérgica. Salienta-se contudo, que pacientes com hipertensão, cardiopatias, diabetes ou insuficiência renal, podem sofrer descompensações, devido aos efeitos diuréticos da planta, pelo que a toma de extractos desta planta deve ser supervisionada por técnicos de saúde.


De onde vem a urtiga?
O nome científico da urtiga deriva do verbo latino urere, que significa arder, numa clara alusão ao efeito dos seus pêlos urticantes, e dioica ou “duas casas”, é a designação botânica dada às espécies que apresentam indivíduos exibindo apenas flores masculinas ou femininas.
Urtica dioica é uma planta vivaz oriunda das regiões temperadas da Europa, África Austral, Andes e Austrália, actualmente presente em todo o mundo. Coloniza preferencialmente locais húmidos e sombrios, na proximidade de campos cultivados, e chega a atingir 1,5 metros de altura. O caule, de secção quadrada, e as folhas opostas e dentadas, encontram-se completamente cobertos de pêlos urticantes, designados tricomas, as suas flores são pequenas e verdes.


Antigamente era assim…
As propriedades medicinais da urtiga remontam à Grécia Antiga, onde era utilizada para atenuar os sintomas das alergias sazonais e no alívio das dores associadas às inflamações. As folhas, acabadas de colher, em aplicação tópica têm um efeito rubefaciente (causa vermelhidão da pele), e por isso, foram, em tempos, popularmente utilizadas para fustigar suavemente a pele, sobre as articulações afectadas pelo reumatismo. Produzindo-se, desta forma, um efeito revulsivo que atrai o sangue para a pele e que contribui para descongestionar os tecidos internos afectados pelo processo inflamatório. Posteriormente, preparam-se as infusões e cataplasmas para este efeito; actualmente recorre-se à toma de suplementos alimentares. Foram ainda utilizadas, de forma pouco pedagógica, contudo inesquecível, para fustigar os rabinhos das crianças, como modo de evitar que estas se descuidassem na cama.

Naturopatia

Ler mais: Naturopatia Naturopatia

A naturopatia é um modo de vida, mas também uma terapia que ensina o corpo a curar-se a si próprio. De acordo com os princípios da natureza.

Os princípios da naturopatia moderna são originários da Alemanha e foram introduzidas nos EUA em 1892, pela mão do terapeuta alemão Benedict Lust, com base nos conhecimentos de Sebastien Kneipp, um padre que anos antes, alegadamente curara Lust através da hidroterapia. Kneipp fundou na Alemanha um centro de “cura pela água” para tratamento de doenças como a tuberculose, e ainda hoje é considerado o precursor da naturopatia.
O termo naturopatia surgiu apenas em 1902, mas a sua etimologia é bem mais antiga: do grego pathos e natura, que literalmente significa doença da natureza. Baseando-se numa perspectiva holística do ser, a naturopatia pressupõe a capacidade de auto-cura do indivíduo, através de terapias naturais. Mais do que uma terapia, a naturopatia é uma filosofia de vida que se orienta por um estilo de vida saudável. O propósito da sua medicina é promover o processo de cura usando remédios naturais. De uma forma geral, podem resumir-se em três as grandes áreas da naturopatia: a educativa, que abrange o ensino da nutrição vital, a preventiva, que visa promover a higiene natural, como acção preventiva e a curativa, através da utilização de bioterapias, como método de auto-cura.

Como actua um naturopata?
Os naturopatas defendem que os sintomas da doença são causados pelo esforço do próprio corpo, no sentido de se auto-curar, e que os medicamentos devem ser escolhidos em função do individuo e não apenas da doença. Na naturoterapia a prevenção é tão importante como a cura, por isso a acção do naturopata fundamenta-se na busca das causas e nas origens psicossomáticas da doença, nunca nos seus efeitos. Praticam uma medicina de interligação mente–corpo, e muitas têm experiência em outras técnicas, como acupunctura, hidroterapia ou homeopatia. O objectivo é levar o indivíduo a descobrir a razão dos seus males, proporcionando ao corpo a capacidade de auto-cura. Para isso, estimula as suas defesas naturais. Ao aplicar os princípios naturopatas de cura, os profissionais podem administrar um ou mais aparelhos, substâncias fisiológicas, mecânicas, nutricionais, manuais, fitoterápicas ou animais específicas.
O objectivo final é remover obstáculos ao funcionamento normal do corpo, aplicando forças naturais para restaurar as suas capacidades de recuperação. Somente aquelas preparações e doses que actuam em harmonia com o corpo são utilizadas para alterar funções incorrectas, purificar o corpo de toxinas e promover seus processos metabólicos. Basicamente, os naturopatas trabalham com quatro categorias de medicamentos naturais:

a) Substâncias naturais com o mínimo de processamento: alimentação, ar puro, água pura e ervas naturais;
b) Agentes extraídos a partir de produtos naturais: extractos de plantas, tinturas, medicamentos homeopáticos, extractos glandulares (tiróide ou fígado) e outras substâncias de origem natural;
c) Substâncias medicinais com nível de processamento elevado: extractos de alimentos, vitaminas, minerais e aminoácidos;
d) Medicamentos manufacturados: hormonas e vitaminas sintetizadas. São menos dispendiosos e podem proporcionar concentrações mais elevadas.
(Fonte: “Saúde Natural aos 50”, Didática Editora, 2005)


Ar e Água

São dois elementos centrais da naturopatia. Os naturopatas defendem que o ar puro é essencial para a saúde e uma terapia para o corpo. A respiração pelo diafragma ajuda a expandir os pulmões, permitindo que uma grande quantidade de oxigénio entre no corpo. É por isso que os naturopatas recorrem a vários aparelhos para melhorar a qualidade do ar nas habitações, nomeadamente filtros para remover o pó e fungos, humidificadores ou desumificadores, que assegurem um nível óptimo da quantidade de vapor de água no ar, e ainda ionizadores para regular os iões. Os iões de carga negativa natural estão presentes no ar da montanha ou perto de quedas de água, sendo mais benéficos para a saúde do que os iões de carga positiva.

Também a água pode ser utilizada de várias maneiras para fins terapêuticos. A hidroterapia abrange várias técnicas, como a utilização de compressas locais, banhos quentes ou frios, duche, balneoterapia (com águas minerais e aplicação de lama) e terapia com turfa, uma substância que se crê ter propriedades anti-inflamatórias e anti-bacterianas. De uma forma geral, os benefícios da hidroterapia estão associados à melhoria de doenças de pele, artrite, desintoxicação, insónia, dores crónicas, circulação venosa e linfática.

Quem pode beneficiar de tratamento naturopático?
Sendo uma terapêutica holística, a naturopatia procura abranger uma vasta área de patologias, desde anemias, artrite, alergias, dores menstruais, stresse, problemas de pele, diabetes, menopausa, problemas de origem psicológica, osteoporose, patologias do tubo digestivo, desintoxicação do cólon, má circulação.

Aos olhos da ciência
A relação entre a naturopatia e a medicina convencional está longe de ser pacífica. Se os benefícios de algumas terapias usadas pelos naturopatas estão bem documentados, nomeadamente o uso de suplementos alimentares, fitoterapia e hidroterapia, permanecem ainda algumas dúvidas sobre a validade científica da naturopatia. Alguns profissionais e associações médicas questionam a eficácia do método naturopático, argumentando que misturam indevidamente diferentes áreas sem fundamento científico.
Os vários estudos realizados têm contribuído ainda mais para alimentar a polémica. Por exemplo, em 2002, o estudo Homeopathic oscillococcinum for preventing and treating influenza revelou que o tratamento homeopático foi eficaz no tratamento do vírus influenza, contudo sem qualquer efeito preventivo.


Naturopatia em Portugal
Reconhecida como Terapêutica Não Convencional desde 2003, a naturopatia é uma das seis medicinas alternativas contempladas pela lei portuguesa. O Instituto de Medicina Tradicional lecciona cursos de Naturopatia, com a duração de quatro anos, mas que aguardam ainda regulamentação oficial. A profissão de naturopata– naturologista é reconhecida no nosso país e pode encontrar profissionais credenciados na Associação Portuguesa de Naturopatia.

Saiba mais
http://www.imt.pt/
http://www.naturophatic.org/
http://www.nccam.nih.org/

Cacau

Ler mais: Cacau Cacau

Chegou a ser vendido nas farmácias como produto medicinal e a rivalizar com as casas de chá de Inglaterra. Embora não seja aditivo, há quem admita ser “viciado” em chocolate. Nesse caso, vai gostar de saber que o preto garante mais cacau por menos açúcar.

O cacau chegou à Europa pela mão de Cristóvão Colombo. Foram os espanhóis os primeiros a beneficiar do seu valor comercial, e também os responsáveis pela disseminação das sementes nas ilhas do Caribe e no território Africano, onde actualmente é cultivado. Pouco a pouco, o consumo da bebida do cacau começou a propagar-se entre os círculos mais elegantes das cortes europeias, e em Inglaterra, as casas onde se servia esta bebida chegaram mesmo a rivalizar com as casas de chá. O cacau era ainda vendido nas farmácias como produto medicinal.

No século XIX, também os portugueses estiveram envolvidos na produção de cacau, nomeadamente através das suas vastas plantações nas colónias das ilhas São Tomé e Príncipe. Nessa época, Portugal foi um dos maiores produtores mundiais de cacau.
Em 1828, o químico holandês Van Houten, ao tentar obter uma bebida mais fina do que a original, descobriu que, utilizando o processo de prensagem, era possível eliminar 2/3 da gordura do cacau e reduzir a matéria a um pó – hoje conhecido como cacau em pó -, que, quando misturado com água ou leite, originava uma bebida mais leve e fina: o chocolate quente. Deste processo, resultava ainda uma gordura que solidificava à temperatura ambiente, mas que mantinha o cheiro e o sabor do cacau, a chamada pasta de cacau. Em 1847, uma empresa inglesa de nome Fry & Sons, misturou a pasta de cacau com açúcar produzindo aquela que viria a ser, provavelmente, a primeira barra de chocolate preto comercializada.

Pó e bebida: estimulante e diurético
Do ponto de vista terapêutico, o chocolate em pó, quando misturado com água ou leite quente, constitui uma bebida estimulante alternativa ao café, uma vez que estimula o sistema nervoso central e o coração de maneira análoga à da cafeína, embora de forma mais fraca. A bebida é ainda um alimento energético, útil em dietas de pessoas convalescentes, em caso de anginas e bronquites, no combate às nefrites, fraquezas orgânicas, esgotamento físico, e diurético no estímulo das funções urinárias. A manteiga de cacau é boa para curar fissuras nos lábios e nos bicos dos seios, e tratar pele ferida ou com bolhas. Na indústria farmacêutica, o cacau é utilizado como correctivo do cheiro e do sabor de determinadas fórmulas, e a manteiga na manufactura de drageias, supositórios e cosméticos.

Segundo publicações médicas recentes, a teobromina, um dos alcalóides encontrados no chocolate, pode diminuir ataques persistentes de tosse e, consequentemente, contribuir para o desenvolvimento de novos fármacos. De facto, esta substância actua inibindo a actividade do nervo vago, localizado no crânio, que é responsável pela coordenação da musculatura envolvida nos ataques de tosse. Os cientistas acreditam que a teobromina é um terço mais eficaz que a droga codeína, a substância actualmente utilizada para tratar estes casos, e que causa menos efeitos secundários do que os tratamentos convencionais.

Chocolate afrodisíaco
Desde sempre se sugeriu que o chocolate tem propriedades afrodisíacas - os astecas pensavam que conferia vigor aos homens e desinibia as mulheres. De facto, o consumo do chocolate induz a uma sensação de prazer, que pode ser explicada pelas suas propriedades físicas. Investigadores ingleses acreditam que é a manteiga de cacau, constituinte maioritário do chocolate, e em especial o teor de estearatos desta, os responsáveis pela forma sólida do chocolate à temperatura ambiente, mas também pelo efeito “derrete-se na boca” do chocolate quando em contacto com a temperatura corporal. Existe ainda no chocolate um composto químico, chamado triptofano, que é um precursor bioquímico utilizado pelo cérebro para produzir serotonina - neurotransmissor responsável pela sensação de relaxamento e de contentamento. E também feniletilalanina, anti-depressivo natural e promotor de sentimentos de atracção e excitação. Contudo, como estes compostos existem em pequenas quantidades no chocolate, é ainda controverso o seu envolvimento na produção dos efeitos tipicamente associados a estas substâncias.

Chocolate preto: mais cacau por menos açúcar
Embora o chocolate não seja um alimento fisicamente aditivo, manteve inalterável, desde a altura dos astecas até aos dias de hoje, o seu poder de conquista. Deve, no entanto, ser consumido em moderação, como todos os alimentos ricos. Escolha preferencialmente o chocolate preto, pois tem um teor superior de cacau, e proporcionalmente menos açúcar e gordura que o chocolate de leite, e também mais flavonóides, compostos antioxidantes que protegem os vasos sanguíneos, as células e os tecidos das lesões provocadas pelos radicais livres (responsáveis pelo envelhecimento prematuro do organismo).


A árvore do cacaueiro
O cacaueiro é uma árvore perene originária das florestas tropicais das Américas Central e do Sul, incluindo a Amazónia brasileira. Actualmente, é cultivado em larga escala nos países latinos do continente americano, nas ilhas do Caribe e em África.
A árvore do cacau pode atingir seis metros de altura, apresenta um tronco fino de casca escura, folhas alternas, lanceolado-oblongas, de margem inteira e lisas nas duas faces; as flores são pequenas amarelo-avermelhadas e os frutos, com cerca de 25 centímetros de comprimento, contêm mais de 50 sementes, envoltas numa polpa viscosa e esbranquiçada.


Quem inventou o chocolate?
A utilização do chocolate pelos humanos iniciou-se em 900 a.C., tendo sido os maias os primeiros a cultivar a árvore do cacau e a usar os seus frutos. Seguiram-se os astecas, para quem as sementes de cacau eram tão valiosas que foram empregues como moeda corrente. Este povo inventou o conceito de “chocolate”, pois criou uma bebida espessa e espumosa, designada “xocolatl” ou bebida amarga, prensando as sementes e misturando o resultado com mel e baunilha, em honra do seu imperador Montezuma. Esta bebida considerada sagrada era apenas servida em rituais e cerimónias especiais. O nome científico da planta, Theobroma cacao, atribuído pelo naturalista Lineu, constitui uma homenagem à designação asteca do cacau, significando literalmente “cacau o alimento dos Deuses”.